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PROGRAMA DE SEGURANÇA ALIMENTAR EM CAMPINAS
Desde 2001
Já em 2001 foi criado o "Programa de Segurança
Alimentar" pelo Governo Democrático e Popular de Campinas.
As políticas em curso na época eram: "Renda Mínima",
"Bolsa Escola", "Alimentação Escolar", entre outras.
25 de abril de 2001, o Decreto
Municipal 13603 institui o GDR - Grupo de Desenvolvimento
Rural Sustentável e Segurança Alimentar - um dos
instrumentos com os seguintes objetivos:
- Diagnosticar o
potencial produtivo das áreas rurais do município
identificando e incentivando os pequenos produtores, as
agriculturas familiares e as produções de auto-consumo
(orgânicas e/ou tradicionais);
- Criar canais
tanto para discussão como para comercialização dos
produtos agrícolas, aproximando os produtores dos
consumidores e buscando maneiras de solucionar os
problemas encontrados.
Em outubro de 2001 é lançado o
Selo de Qualidade Alimentar.
É um reconhecimento público e
oficial, premiando os estabelecimentos que se preocupam
com a qualidade dos alimentos oferecidos e com a educação
alimentar do consumidor. Primeiramente serão oferecidos
aos restaurantes do município. Para a obtenção do Selo o
estabelecimento deve seguir, entre outras, algumas normas
como:
- higiene na
produção e comercialização de alimentos;
- legislação
tributária municipal;
- segurança no
trabalho.
2002,
28 de outubro de 2002 o eleito Presidente Luiz Inácio
Lula da Silva convoca a sociedade ao engajamento no tema
da Segurança Alimentar e estabelece o Projeto Fome Zero.
27 de novembro de 2002, Lei nº
11.420, cria o Banco Municipal de Alimentos de Campinas.
Essa lei institui um Conselho Gestor para o Banco
Municipal de Alimentos e esse Conselho elabora seu
regimento interno. (documentos em anexo).
2003,
No dia 27 de janeiro de 2003, Decreto nº 14.206
regulamenta a Lei 11420 fazendo as nomeações do Conselho
Gestor.
No dia 12 de Fevereiro de 2003,
com presença do Ministro José Graziano da Silva há a posse
do Conselho Gestor do Banco de Alimentos. Esteve também
presente nesse ato o Sr. Jacques Diouf, Diretor Geral da
FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação
O Governo Democrático e Popular
de Campinas responde ao chamado do Presidente Lula
agrupando e reordenando dentro da perspectiva do Fome Zero
as suas políticas de Segurança Alimentar. Um grupo
composto por coordenadores de programas do Governo
Municipal articulam com o objetivo da implementação do
Fome Zero-Campinas a transversalidade e direcionamento de
seus projetos. Destacam-se: Secretaria Municipal de
Assistência Social, Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Secretaria Municipal
de Saúde, Secretaria Municipal de Educação,
Ceasa-Campinas, Grupo de Desenvolvimento Rural e
Sustentável e ainda participação de representante da
Câmara Municipal de Campinas, todos coordenados pelo
Gabinete da Prefeita Municipal.
No dia 17 de fevereiro de 2003 é
implantado o serviço 0800 (0800 772 6544), e desde essa
registrou até a data deste relatório 975 chamadas. Em
março a média de chamada por semana era de 25, no mês de
agosto foi de 60 por semana, crescimento de 130%. As
chamadas tem vários motivos: orientação sobre o programa,
solicitação de alimentos, realização de eventos, etc.
Nos dias 24, 25 e 27 de Fevereiro
são realizadas reuniões dos Coordenadores dos diversos
Programas do Governo Municipal com setores da sociedade:
Entidades Sociais, Empreendedores, Conselhos Municipais e
Entidades Assistenciais, mostrando o objetivo da
implantação do Fome Zero e delineando caminhos para
engajamento e participação dos vários segmentos da cidade
nesse projeto.
No dia 14 de março é criado o
Banco do Povo que tem como objetivo atender grupos de
trabalhadores sem emprego para a obtenção de empréstimos a
juros baixos. Gerando iniciativas de trabalho e renda,
sendo que o programa já tem uma verba de R$ 1 milhão de
reais para 2003, tendo atendido até setembro de 2003 mais
de 248 projetos.
No dia 11 de abril, é
regulamentada a Lei nº 9549/97, que estabelece o Programa
de Hortas e Lavouras Comunitárias - O objetivo é utilizar
áreas ociosas dentro da cidade para fazer hortas e
lavouras gerando trabalho e renda à população local. O
poder público auxilia oferecendo o apoio técnico e
organizando as comunidades para a implantação do projeto.
A partir de abril de 2003 as
entidades, organizações e movimentos populares passam a
indicar seus representantes titulares e suplentes para o
Conselho Municipal de Segurança Alimentar - são 37
entidades, 39 Conselheiros Titulares e 39 Suplentes
Em 12 de maio de 2003 a Lei nº
11545, cria o COMSEA - Conselho Municipal de Segurança
Alimentar (Lei em anexo)
No dia 19 de maio de 2003 é
inaugurado o Banco Municipal de Alimentos nas dependências
da CEASA-Campinas. O Banco de Alimentos tem por objetivo
principal arrecadar alimentos e distribuí-los às
entidades, associações e organizações que atendam pessoas
em risco alimentar, ou seja, que não têm condições de
garantir seu direito básico à alimentação. Desenvolvendo
paralelamente ações como:
- Atividades
educativas sobre técnicas nutricionais;
- Cursos sobre
eliminação dos desperdícios;
- Normas
sanitárias no uso de alimentos e;
- Campanhas de
conscientização social para o combate à fome. |